Indaiatuba não é Praia

Orquestra Sinfônica de Indaiatuba apresenta Concerto Alma Brasileira no Ciaei

A Secretaria Municipal de Cultura e a Associação da Orquestra de Indaiatuba promovem uma nova apresentação da Orquestra Sinfônica de Indaiatuba no Ciaei (Centro Integrado de Apoio à Educação de Indaiatuba). O concerto Alma Brasileira, uma homenagem ao Movimento Armorial, acontecerá no dia 13 de abril, às 20h. O programa também contará com a participação especial do violinista indaiatubano Felipe Oliveira, que interpretará o Concertino para Violino, de César Guerra-Peixe. O evento é gratuito, com entrada controlada por ordem de chegada.

O Movimento Armorial foi lançado no início dos anos de 1970 e tinha como objetivo valorizar a cultura popular nordestina, criando uma arte brasileira erudita com raízes nas manifestações populares do país. Seu principal mentor foi o escritor Ariano Suassuna e sua influência se estende a diversas manifestações artísticas como pintura, música, literatura, cerâmica, dança, escultura, tapeçaria, arquitetura, teatro, gravura e cinema.

A música foi um importante eixo do movimento. Logo de início foi criada a Orquestra Armorial, sob liderança do violinista Cussy de Almeida e que era composta por cordas, tradicionais em toda orquestra, e por um grupo de instrumentos que visavam imitar os grupos típicos populares: flautas (como pífanos), percussão (zabumba, triângulo) e a viola nordestina. Dessa mistura única de timbres dos instrumentos chamados “eruditos” com outros populares vem a música chamada Armorial.

Inspiração

A inspiração popular fica clara já pelos títulos das peças que muitas vezes fazem referência a elementos típicos da paisagem nordestina. Aboio, de Cussy de Almeida, se baseia no canto típico do vaqueiro, assim como Mandacaru, de Benny Wolkoff e Henrique Annes, uma alusão clara à planta símbolo do sertão. Já Galope de Cavalhada e Chamada nº 2 fazem referência às cantorias e festas, sendo o galope um tipo de desafio de violeiros e as chamadas uma espécie de entrada para festas. A literatura regional também está presente com Sem Lei, Nem Rei, peça inspirada no livro de mesmo nome do escritor pernambucano Maximiano Campos, e que tem como mote as lutas entre cangaceiros e coronéis no sertão.

Já o Concertino para Violino e Orquestra de Guerra-Peixe foi escrito para a Orquestra Armorial e dedicada ao violinista Cussy de Almeida. A influência de Guerra-Peixe sobre os compositores que formaram o Movimento Armorial foi enorme, a começar pelo fato dele ter sido professor de grande parte desses compositores no período em que esteve em Recife pesquisando a música popular nordestina nos anos de 1950.

Felipe Oliveira

Felipe Oliveira, natural de Indaiatuba, frequentou o curso de música no Conservatório de Tatuí. Em 2016 formou-se bacharel em Música pela Faculdade Cantareira, em São Paulo, na classe da professora Betina Stegmann. Em 2017 concluiu um intercâmbio na Europa onde recebeu instruções dos violinistas Peter Brunt (Royal Concertgebouw Orchestra, Amsterdam), Rudger Liebermann (Filarmônica de Berlim), e Daniel Stabrawa (Spalla da Filarmônica de Berlim), entre outros.

Já se apresentou como solista junto à Orquestra Sinfônica de Indaiatuba, Camerata Filarmônica Brasileira, Oficina de Cordas de Campinas, Orquestra de Câmara da USP (OCAM), Festival de Prados/MG. Em 2015 e 2016 integrou como convidado o Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo em concertos itinerantes em São Paulo e Paraty (RJ). Tem participado como músico convidado da OSUSP (Orquestra Sinfônica da USP) e da Orquestra Sinfônica de Indaiatuba. Atualmente, é Spalla (primeiro-violino) da OCAM.

Serviço

Alma Brasileira, com a Orquestra Sinfônica de Indaiatuba

Solista: Felipe Oliveira (violino)

Dia: 13 de abril

Horário: 20h

Local: Sala Acrísio de Camargo, no Ciaei

Endereço: av. Eng. Fábio Roberto Barnabé, 3.665, Jardim Regina, Indaiatuba/SP

Entrada gratuita e por ordem de chegada

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